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Este site foi criado com o objetivo de informar a todos os cidadãos que estão preocupados com o quadro politico deste país. Quero informar a vocês o que os candidatos ás eleições de 2010, fizeram e deixaram de fazer em suas candidaturas passadas, explicando de uma maneira bem simples. Todas as informações contidas neste site foi retirada de revistas, jornais, TVs, internet... ou seja, de todo e qualquer meio de comunicação. Não estou aqui para beneficiar, ajudar, denegrir ou ofender candidato algum, porque como eu ja disse, o que foi feito no passado é o que vai definir a imagem do candidato.
O maior lobista do país
José Dirceu, o "consultor" mais quente da República, aparece no meio de uma bilionária operação que pretende botar em pé uma empresa estatal de internet e, claro, fazer a fortuna de alguns bons companheiros
Eliaria Andrade/Ag. O Globo![]() |
| DO OUTRO LADO DO BALCÃO Dirceu abandonou a militância e só pensa em sua "consultoria" |
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De tempos em tempos, o governo Lula se vê obrigado a explicar ne-gócios obscuros, lobbies bilionários, maletas de dinheiro voadoras e beneficiamento a grupos privados. Já é uma espécie de tradição petista. E o que une todos esses casos explosivos? José Dirceu, o ex-militante de esquerda e ex-ministro-chefe da Casa Civil que se transformou no maior lobista da República. Onde quer que brote um caso suspeito incluindo gente do PT e dinheiro alto, cedo ou tarde o nome de Dirceu aparecerá. Ele tem se esgueirado nas sombras, como intermediador de negócios entre a iniciativa privada e o governo desde 2005, quando foi expurgado do cargo de ministro por causa do escândalo do mensalão. Sem emprego, argumentou que precisava ganhar a vida e se reinventou como "consultor", o eterno eufemismo para "lobista". Passou a oferecer, então, duas mercadorias: informação (dos tempos de Casa Civil, guarda os planos do governo para os mais diversos setores da economia) e influência (como o próprio Dirceu adora dizer, quando ele dá um telefonema para o governo, "é O telefonema"). Em ambos os casos, cobra bem caro por seus serviços.
Na semana passada, um dos serviços do "consultor" José Dirceu causou um terremoto em Brasília. Os jornalistas Marcio Aith e Julio Wiziack revelaram que ele está metido até a raiz dos cabelos implantados em uma operação bilionária para criar a maior operadora de internet em banda larga do país. O negócio está sendo coordenado pelo governo desde 2003 e vai custar uma montanha de dinheiro público – fala-se em até 15 bilhões de reais. Deverá fazer a alegria de um grupo de investidores privados que, ao que tudo indica, tiveram acesso a informações privilegiadas e esperam aproveitar as ações do governo para embolsar uma fortuna. O Plano Nacional de Banda Larga – nome oficial do projeto sob suspeita – começou a ser gestado no início do governo Lula, quando Dirceu ainda era ministro. A ideia era criar uma estatal para oferecer internet em alta velocidade a preços subsidiados em todo o país – uma espécie de "Bolsa Família da web".
Dirceu passou a defender a ideia de que a nova empresa fosse erguida a partir de outras duas, já existentes, mas que estavam em frangalhos: a Telebrás, que depois da privatização do sistema de telefonia, em 1998, ficou sem função, e a Eletronet, dona de uma rede de fibra óptica que cobre dezoito estados. A Eletronet era uma parceria da Eletrobrás e da americana AES, mas, por ser deficitária, estava em processo de falência. O projeto de Dirceu era capitalizar as duas companhias e fazer com que a Telebrás oferecesse internet em alta velocidade usando a rede da Eletronet. O presidente Lula aprovou a proposta – afinal, não é todo dia que se antevê uma estatal inteira, pronta para ser aparelhada. Apesar de o projeto ter sido desenhado em 2003, só começou a se tornar público em 2007. E este foi o pulo do gato: quem ficou sabendo dos planos oficiais com antecedência teve a chance de investir nas ações das duas empresas e, agora, poderá ganhar um bom dinheiro com o desenlace do plano.
O maior beneficiário em potencial atende pelo nome de Nelson dos Santos – lobista, como Dirceu, mas de menor calibre. Em 2004, Santos (ainda não se sabe por qual canal) tomou conhecimento da intenção do governo de usar a Eletronet para viabilizar o sistema de banda larga. A maior parte do capital da Eletronet (51%) estava nas mãos da AES. Santos conhecia bem a companhia: em 2003, havia feito lobby para renegociar uma dívida de 1,3 bilhão de dólares da AES com o BNDES, e teve sucesso. Quando descobriu que a falida Eletronet poderia virar ouro, convenceu a direção da AES a lhe repassar suas ações na empresa pelo valor simbólico de 1 real. A AES topou. Achou que estava se livrando de um problemão, pois a Eletronet acumulava dívidas de 800 milhões de reais. Na reta final do negócio, Santos foi surpreendido por três outros grupos que também se interessaram pela compra – o GP Investimentos, a Cemig e a Companhia Docas, do empresário Nelson Tanure –, mas o lobista venceu a disputa. Por orientação dele, as ações da AES na Eletronet foram transferidas à Contem Canada. VEJA descobriu que a Contem de Canadá só tem o nome. Ela é uma offshore controlada por brasileiros que investem no setor de energia. Como está fora do país, ninguém sabe ao certo quem são seus cotistas. Posteriormente, metade dessas ações foi repassada à Star Overseas, outra offshore, das Ilhas Virgens Britânicas, pertencente a Santos. Offshore é a praia de Dirceu.
Com essa negociação amarrada, Santos e seus companheiros da Contem passaram a viver, então, a expectativa de que parte do dinheiro público a ser investido na Eletronet siga diretamente para seus bolsos. Para se certificar de que as iniciativas oficiais confluiriam para seus interesses, contrataram os serviços de quem mais entendia desse tipo de operação no país: José Dirceu, o "consultor". Entre 2007 e 2009, Santos lhe pagou 20 000 reais por mês, totalizando 620 000 reais. O contrato entre os dois registra o seguinte objeto: "assessoramento para assuntos latino-americanos". Se tudo corresse como o planejado, a falência da Eletronet seria suspensa e a empresa, incorporada pela Telebrás. Santos e os outros cotistas da Contem seriam, assim, ressarcidos. O lobista calculava sair do negócio com 200 milhões de reais. O que Dirceu fez exatamente por seu cliente é um mistério. O que se sabe é que em 2009 o governo tentou depositar 270 milhões de reais em juízo para levantar a falência da Eletronet e passar a operar sua rede. O caso embolou porque os credores da empresa alegaram que, se algum dinheiro pingasse, deveria ser deles, que forneceram os materiais usados na rede de fibras ópticas, e não do grupo do lobista. O imbróglio segue na Justiça.
Joe Pugliese/Corbis Outline/Latinstock![]() |
| O MAIS RICO O mexicano Carlos Slim pagou pela consultoria do ex-ministro |
Paralelamente, houve quem ganhasse na outra ponta do negócio, a da Telebrás – que está cotada para operar o sistema de banda larga e, portanto, também pode vir a valer muito dinheiro. Antes de o PT chegar ao poder, o lote de 1 000 ações valia menos de 1 centavo de real. No decorrer do primeiro mandato de Lula, o preço subiu para 9 centavos por lote. No segundo mandato, veio o grande salto. Figuras de proa do governo começaram a fazer circular, de forma extraoficial, informações sobre o resgate da Telebrás. As ações dispararam com a especulação. Sua valorização já chega a 30 000%, sem que nenhuma mudança concreta tenha sido realizada. Tudo na base do boato. O caso é tão estranho que levantou a suspeita da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão responsável por manter a lisura no mercado de ações. A CVM quer saber quem se beneficiou desse aumento estratosférico e, principalmente, se esses investidores tiveram acesso a informações privilegiadas saídas de dentro do Palácio do Planalto.
A explosiva criação da estatal de banda larga é só mais um dos muitos negócios em que Dirceu está metido. Desde que foi defenestrado do governo, o ex-militante de esquerda foi contratado por alguns dos empresários mais ricos do planeta para "prestar consultoria". O magnata russo Boris Berezovsky, proibido pela Justiça de seu país de voltar para casa, contratou Dirceu para tentar receber asilo político no Brasil e facilitar suas operações financeiras por aqui. O terceiro homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim, dono da Claro e da Embratel, pagou a Dirceu para que ele defendesse seus interesses junto aos órgãos reguladores da telefonia brasileira. No Brasil, sua lista de "clientes" inclui a empreiteira OAS, a Telemar (que o contratou quando precisava convencer o governo a mudar a legislação brasileira para viabilizar sua fusão com a Brasil Telecom), a AmBev, e muitos outros pesos-pesados. A atuação tão animada de Dirceu vem causando arrepios no governo. "Fazer lobby e aproveitar contatos no exterior para ganhar dinheiro, tudo bem. Mas fazer tráfico de influência com informação privilegiada do governo é um risco enorme", avalia um dirigente petista. As "consultorias" de Dirceu podem se tornar uma bomba para o PT durante as eleições deste ano.
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Fotos O Globo e Mario Souza e Bertrand Langlois![]() |
| LISTA EXTENSA Daniel Birmann, rei do biodiesel de mamona, e o russo Boris Berezovsky também são clientes do petista |
Fonte: Veja.com
Congresso
Oposição entra com ação contra Dilma e Dirceu por causa da Telebrás
10 de março de 2010
Os representantes dos partidos de oposição na Câmara dos Deputados entregaram nesta quarta-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação contra a ministra-chefe da Casa Civil e o ex-ministro José Dirceu por suposto lobby para a empresa Star Overseas no processo de reativação da Telebrás.
Lideres do PSDB, DEM e PPS pedem à PRG que investigue a conduta de Dilma e Dirceu. Denúncias apontam o favorecimento ao ex-ministro e amigos com a utilização da rede Eletronet no Plano Nacional de Banda Larga. Dirceu teria recebido ao menos 620.000 reais da Star Overseas. O dinheiro teria sido pago entre 2007 e 2009 por Nelson dos Santos, dono da empresa.
Em 2005, Santos comprou pelo valor simbólico de 1 real participação na Eletronet, empresa com dívida de 800 milhões de reais. Caso o governo use os 16.000 quilômetros de fibras óticas da Eletronet para reativar a Eletrobras, Santos receberá 200 milhões de reais.
"Os fatos narrados sinalizam, sem dúvida, para a existência de uma contiguidade entre empresas privadas, representadas pelo ex-ministro José Dirceu, e o Palácio do Planalto, numa área de atuação direta de Dilma Rousseff", diz o pedido.
A representação, assinada por Paulo Bornhausen (DEM-SC), João Almeida (PSDB-BA) e Fernando Coruja (PPS-RJ), pede à PGR que investigue a relação de empresas privadas com o Palácio do Planalto. Se evidenciada a infração, Dilma e Dirceu poderiam responder por crimes contra a administração pública, contra o mercado de capitais e por improbidade administrativa.
Fonte: Veja.com
Escândalo no DF
Durval Barbosa deve ser ouvido na CPI na próxima semana
9 de março de 2010
O principal denunciante do grande esquema de corrupção do Distrito Federal deverá ser ouvido na CPI da Corrupção da Câmara na próxima semana. A informação foi confirmada pelo novo relator da Comissão, deputado Paulo Tadeu (PT), que deve entrar com contato com a Polícia Federal "para marcar esse depoimento o quanto antes".
Segundo Paulo Tadeu, é essencial que os trabalhos da CPI comecem ouvindo o ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, que é autor das denúncias do mensalão que seria comandado pelo governador licenciado e preso, José Roberto Arruda. O deputado assumiu a relatoria da CPI na segunda-feira, depois da saída do amigo e aliado de Arruda, Raimundo Ribeiro (PSDB).
Sessão adiada - Durval Barbosa, que é assistido pelo Programa de Proteção à Testemunha do Ministério da Justiça, deveria ter sido ouvido pela CPI em janeiro passado, mas na véspera do depoimento pediu adiamento alegando que precisava de "mais tempo" para juntar outras provas do esquema. Além disso, ele disse que a Câmara estava desorganizada e que não se envolveria em disputas políticas.
O relator salientou que, agora, caso ele se recuse a prestar depoimento, poderá ser convocado - o que o obrigaria a participar da sessão da CPI, mesmo que se reserve ao direito de permanecer calado. "Ele não tem mais como adiar esse depoimento", enfatizou Paulo Tadeu.
Fonte: Veja.com
Sarney defende ponto eletrônico para todos os servidores do Senado
Segunda, 01 de Fevereiro de 2010 13h08
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta segunda, dia 1º, ser favorável à extensão do ponto eletrônico a todos os funcionários da Casa. Boletim Administrativo publicado em dezembro determina que o ponto eletrônico entre em funcionamento para servidores efetivos e comissionados. Entretanto, os funcionários de gabinetes poderão ter a dispensa do ponto se o senador se responsabilizar pelo controle de suas frequências.
“Acho que se nós vamos fazer, deveria ser extensivo a todos”, disse acrescentando que pretende conversar com o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), para conhecer a proposta em detalhes. À tarde, Heráclito se reúne com a equipe técnica da Casa para definir a possível extensão do ponto.
O funcionário deverá registrar seu horário de entrada e saída em computador, com uso de senha pessoal. A determinação ainda prevê que apenas os servidores que tiverem ponto eletrônico possam fazer hora extra. A assiduidade do servidor será atestada pela chefia. A ideia é evitar que o funcionário apenas registre sua presença na Casa, mas não trabalhe.
Fonte: Da Agência Brasil
Relatório da CGU aponta irregularidades em projeto da Fundação Sarney
Segunda, 18 de Janeiro de 2010 14h33
Relatório preliminar da Controladoria-Geral da União (CGU), enviado ao Ministério da Cultura na última semana, aponta fraudes em projeto de R$ 1,3 milhão da Fundação José Sarney, patrocinado pela Petrobras. Entre as irregularidades estão desvio de recursos, uso de notas frias, falta de comprovação de serviços e contratações irregulares.
Segundo informou a assessoria do Ministério da Cultura, um novo parecer técnico elaborado pela pasta deve ser enviado à CGU a fim de atestar a regularidade do processo. Caso sejam comprovadas as fraudes, o Tribunal de Contas da União (TCU) irá apurar o caso.
O projeto não chegou a ser executado. Os recursos destinavam-se à preservação do acervo e reforma das dependências da fundação. O relatório mostra, no entanto, que pelo menos R$ 129 mil do convênio com a Petrobras foram usados para custear despesas não previstas no projeto original. A auditoria nas contas da entidade começou em julho de 2009. À época, a Petrobras informou que a ela “cabe somente a verificação do cumprimento de contrapartidas estabelecidas em contrato”.
Em nota divulgada no final da manhã desta segunda-feira, dia 18, a assessoria de imprensa do senador José Sarney (PMDB-AP) reiterou que o senador “nunca teve participação na administração da fundação, sendo apenas seu presidente de honra”.
A Fundação José Sarney é uma entidade privada criada com o objetivo de preservar a memória do ex-presidente da República. Em outubro, foi anunciado o fechamento da entidade devido a dificuldades em receber doações, em razão das denúncias contra o senador.
Fonte: Da Agência Brasil



